Jovens "nem-nem" chegam a 6,2 milhões no primeiro trimestre de 2026, diz pesquisa
Levantamento do Ministério do Trabalho mostra que grupo cresceu 12,7% na comparação anual

Foto: Reprodução/ Agência Brasil
Um total de 6,2 milhões de jovens brasileiros entre 14 a 24 anos não estudam, nem trabalham (nem-nem). Os números foram divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego, nesta quinta-feira (25).
Os números sequivalem ao primeiro trimestre de 2026, e representam um crescimento de 12,7% em comparação ao mesmo período de 2025, quando o total de jovens "nem-nem" eram de 5,5 milhões.
Apesar do crescimento, o ministérios ressalta que essa elevação nos números costumam acontecer no início do ano, epóca que os contratos temporários se encerram e há uma tarnsição do calendário escolar. Ainda assim, o diagnóstico aponta que o tamanho problema acende o alerta.
“A tendência de fundo é de queda, mas 6,2 milhões fora de tudo segue sendo o alerta social mais grave — e atinge mais as mulheres jovens”, destaca o documento.
Ao todo, atualmente, os jovens fora do mercado de trabalho e da escola representam 18,7% da população brasileira entre 14 e 24 anos.
O levantamento faz parte do estudo "Os jovens no Brasil: permanências e necessidades de mudança”, feito pela Secretaria de Estatísticas e Estudos do Trabalho, do Ministério do Trabalho e Emprego, com base na Pnad Contínua do primeiro trimestre de 2026.
Outros números do levantamento:
Jovens de 14 a 24 anos representam 32,9% da população;
39% desse percentual apenas estudam;
29,1% apenas trabalham;
13,2% conseguem conciliar estudo e trabalho.
Os dados revelam que o maior grupo é de jovens que permanecem exclusivamente nos estudos: 12,8 milhões de pessoas. Somados aos 4,3 milhões dos que estudam e trabalham, são mais de 17 milhões conectados ao algums sistema de educação.
Escolarização e mercado de trabalho
Apesar do cenário alarmante entre os jovens "nem-nem", a pesquisa mostra um avanço na escolaridade da juventude brasileira. De acordo com a pesquisa, 73% do jovens de 14 a 24 anos possuem ao menos o ensino médio completo.
Além disso, 2,3 milhões frequentem o ensino superior, e 944 mil concluíram a graduação.
O desafio se perpetua no mercado de trabalho. Apesar dos indicadores mostrarem uma leve melhora, o desemprego entre os jovens ainda segue acima da média nacional.
Entre os adolescentes entre 14 e 17 anos, a taxa de desemprego é de 25,1%. Já entre os jovens de 18 a 24 anos, a porcentagem é de 13,8%. Isso representa mais que o dobro da média nacional que é de 5,8%.
O estudo aponta que a taxa de desemprego jovem caiu pela metade desde o pico registrado em 2021, mas o acesso ao primeiro emprego ainda segue como uma barreira importante.
“Entrar no mercado segue mais difícil para quem começa: o jovem de 18 a 24 anos enfrenta desemprego 2,4 vezes a média nacional”, conclui o documento.


