Jaques Wagner diz que apartamento investigado pela PF seria presente para a filha

Polícia Federal apura transferência de imóvel de luxo em Salvador, avaliado em cerca de R$ 2,45 milhões

Por Stephanie Ferreira
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Jaques Wagner diz que apartamento investigado pela PF seria presente para a filha

Foto: Alessandro Dantas / PT no Senado

O senador Jaques Wagner (PT) afirmou nesta quinta-feira (18) que o apartamento investigado pela Polícia Federal (PF) seria um presente para a filha. O imóvel, avaliado em cerca de R$ 2,45 milhões, está no centro de uma apuração sobre o Banco Master.

Em entrevista à Band News, o líder do governo no Senado disse que o imóvel ainda está em construção e que a ideia era ajudar a filha na compra. O apartamento fica em Salvador, no empreendimento de luxo Poème Horto, segundo a PF.

“Sobre o apartamento, na verdade, é um apartamento que está em construção. Eu tinha interesse (em) dar o apartamento ou de ajudar minha filha a comprar um apartamento desse. Como o Augusto Lima (banqueiro) era um investidor, eu disse a ele: ‘Você pode comprar? Depois, eu vou recomprar. Porque o apartamento está em construção, não está pronto. Então, eu teria que vender o apartamento da minha filha para poder complementar e pagar o apartamento, ou ela financiar”, disse o senador.

A suspeita da PF é que o imóvel tenha sido repassado por Augusto Lima, ex-sócio do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, com a participação de intermediários ligados ao grupo investigado.

Segundo mensagens citadas na decisão que autorizou a operação, Wagner teria pedido dados do imóvel a Augusto Lima.

“Consegue esses dados? O envio do projeto é até o dia 19/5, segunda-feira. Eles também falam de um formulário de envio, mas esse formulário não foi disponibilizado, nem está entre os arquivos do link que a construtora disponibilizou”, diz a mensagem citada na decisão que autorizou a operação da polícia.

De acordo com a investigação, as informações seriam necessárias para a emissão de um Registro de Responsabilidade Técnica (RRT), documento exigido para realizar alterações no apartamento.

Após receber os dados, Augusto Lima teria acionado interlocutores ligados ao grupo econômico investigado para tratar da compra do imóvel, segundo a PF.

A Polícia Federal afirma que a aquisição foi formalizada pela empresa Epítome S.A., representada por Luiz Antônio Lombardi, com recursos de estruturas de fundos vinculadas ao grupo investigado.

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