Irmã de ACM Neto é sócia de "Rei do Lixo" em avião, diz coluna
Empresário chegou a ser preso preventivamente na primeira fase da Operação Overclean, mas foi liberado posteriormente por decisão judicial e responde ao processo em liberdade

Foto: Reprodução / Redes Sociais
Renata Magalhães, irmã do candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), é sócia do empresário baiano José Marcos de Moura, conhecido como 'Rei do Lixo', segundo a colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo. Moura foi preso preventivamente na primeira fase da Operação Overclean, mas foi liberado posteriormente por decisão judicial e responde ao processo em liberdade, suspeito de liderar um esquema de desvios de emendas parlamentares.
Segundo a coluna, o Rei do Lixo integra a cúpula do União Brasil e é próximo de ACM Neto, que é vice-presidente do partido. Moura, inclusive, entrou na legenda em 2024 por indicação do ex-prefeito de Salvador, após eleição do atual presidente da sigla, Antônio Rueda.
O Rei do Lixo teria ainda influência sobre a gestão de Bruno Reis (União Brasil) em Salvador. A empresa de Moura, a MM Limpeza Urbana, possui contratos com a prefeitura do município desde que ACM Neto ocupava o cargo.
Além de Moura, outras 24 pessoas são alvos da investigação, incluindo os deputados federais baianos Elmar Nascimento (União Brasil), Félix Mendonça Júnior (PDT) e Dal Barreto (União Brasil).
A investigação da Polícia Federal (PF) analisa os crimes de organização criminosa, fraude em licitação, peculato, obstrução de justiça e corrupção ativa e passiva. A irmã de ACM Neto e o próprio, no entanto, não são alvos da operação.
Moura chegou a ser preso na primeira fase da Overclean, mas foi solto posteriormente. O indiciamento dele está parado há sete meses, aguardando manifestação da Procuradora-Geral da República (PGR).
No ano passado, o titular do órgão, Paulo Gonet, havia se manifestado contra uma nova prisão de Moura, por obstrução de justiça. Na ocasião, a PF descobriu que ele e outros aliados destruíam provas e criavam novas empresas para manter o esquema de fraudes. Na época, a decisão da PGR causou estranhamento até mesmo da PF, considerando que destruição de provas é um fator comum para decreto de prisão preventiva.


