Instituto Veritá tem pesquisas barradas em 14 estados devido a irregularidades e dados que não correspondem a realide
Nesta quarta (12), os Tribunais Regionais Eleitorais do Rio Grande do Norte e Sergipe proibiram o instituto de divulgar sondagens de votos para governo e Senado

Foto: Divulgação/TSE
O Instituto de pesquisas Veritá teve levantamentos proibidos de serem divulgados por irregularidades técnicas e indícios de fraude. Neste ano foram registradas ocorrências em 13 estados e no Distrito Federal.
Nesta última quarta-feira (12), os Tribunais Regionais Eleitorais (TRE) do Rio Grande do Norte e Sergipe proibiram o Veritá de divulgar sondagens de votos para governo e Senado. O instituto foi responsável pelo maior número de pesquisas nas eleições de 2022. Nos dois estados, a Justiça Eleitoral afirmou que a amostra coletada pelo Veritá divergia da realidade, com uma super-representação dos eleitores ricos e escolarizados.
No Rio Grande do Norte, a pesquisa apresenta 34% dos eleitores com ensino superior, porém a média real cadastrada no TSE é de 13,73%. Além de ter indicado 25% de eleitores na faixa de maior renda, o dobro de outros institutos. O Veritá foi multado em mais de R$58 mil por reincidência, por já ter sido proibido de divulgar pesquisas no estado pelas mesmas irregularidades.
Já em Sergipe, o instituto elevou artificialmente a proporção de eleitores com ensino superior completo ou incompleto para 31,1%, acima do índice de 19,2%, registrado pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD) de 2025. Segundo o TSE, apenas 12,82% do eleitorado sergipano tem ensino superior. A pesquisa havia sido registrada na última quinta-feira (7), porém foi proibida pelos critérios tidos como irregulares.
O Veritá faz levantamentos por telefone. De acordo com decisões das justiças eleitorais do Piauí, Amazonas e Pernambuco o instituto não apresenta transparência nem detalhamento de como são feitas as sondagens.
Em nota enviada ao Portal Metrópoles, o dono do Veritá, Adriano Silvoni, afirmou que está tranquilo e alega utilizar "metodologia sólida, testada e previsões precisas".
Leia nota na íntegra
Se quiser contar que das [sic] mais de 200 registros teve mais de 50 impugnações e dessas mais de 70% revertidas. Cada juiz e cada tribunal está tendo um entendimento. Tem TREs legislando inclusive sobre pesquisa de presidente que não é competência deles. Da nossa parte, agente [sic] não espera muito menos que isso, o instituto é independente e o que mais faz pesquisas por iniciativa própria, muitas UFs agente [sic] tem pedidos de impugnação de todos os candidatos.
No final agente [sic] mostra e acerta. Como 2018 só nos acertamos, primeiro turno de 2022 mesma coisa. Segundo turno melhor eu não te contar o que vi. Sobre 2024, fomos o primeiro a mostrar que Pablo estava na briga, ele só ficou fora por conta de um laudo. Segundo turno de 2024 fomos o único a fazer as 51 cidades que teve segundo turno. E acertamos 49 de 51. Sem contar 2010/2014/2016. Estamos tranquilos porque temos metodologia sólida, testada e previsões precisas. ‘Temos história’“.


