Grupo político de ACM Neto evita explorar operação contra Jaques Wagner em possível 'pacto de silêncio', diz O Globo
Informações divulgadas nesta segunda-feira (22) citam possível acordo para preservar campanha eleitoral de ACM Neto e Jerônimo Rodrigues

Foto: Divulgação/ACM Neto | Divulgação/Alessandro Dantas/PT
O grupo político do candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil) optou por não explorar publicamente a Operação Compliance Zero, que teve com alvo o senador Jaques Wagner (PT), que busca reeleição ao cargo de senador na chapa do governador Jerônimo Rodrigues (PT). O Farol da Bahia já havia adiantado esse “acordo de cavalheiros” em março.
Segundo informações do portal "O Globo", petistas e o grupo do ex-prefeito de Salvador, também citado em revelação de pagamentos do Banco Master, selaram um acordo nos bastidores, em março, para impedir que o escândalo que envolve Daniel Vorcaro se torne instrumento da disputa eleitoral estadual deste ano.
ACM Neto, inclusive, evitou comentar o episódio em que Jaques Wagner foi alvo de mandados de busca e apreensão na quinta-feira (18). Em agenda realizada na última sexta-feira (19), o ex-prefeito de Salvador evitou comentar o assunto ao afirmar que o caso cabe exclusivamente ao Judiciário.
Do lado de ACM Neto, o envolvimento no caso Master é evidenciado em documentos entregues por Vorcaro à Receita Federal, nos quais são apontados pagamentos de 5,4 milhões ao ex-prefeito, através da empresa de consultoria dele, entre 2023 e 2025.
Conforme divulgado pelo O Globo, as exposições feitas de ambos os lados acerca do Caso Master levaram os grupos políticos opostos ao acordo nos bastidores, com o intuito de não permitir que as investigações sobre o Banco Master afetem a campanha eleitoral deste ano.


