Grupo de 13 servidores da Câmara dos Deputados teria recebido cerca de 9,3 milhões em horas extras
Grupo de servidores concursados em altos cargos da Casa angariou 9,3 milhões apenas em horas extras desde 2016

Foto: Bruno Spada/Câmara do Deputados
Um grupo de 13 servidores públicos concursados de altos cargos da Câmara dos Deputados recebeu R$ 9,3 milhões em horas extras desde 2016, em valores corrigidos pela inflação. Informação foi revelada pela coluna Andreza Matais, no portal Metrópoles.
De acordo com a coluna, os servidores em questão ocupam posições de direção e tiveram ganhos exorbitantes com as horas extra, acima de R$ 20 mil e algumas vezes acima de R$ 30 mil mensais. Por ser considerada uma verba "extraordinária", esses pagamentos estavam fora do Teto Constitucional, que limita os ganhos dos servidores públicos.
Para alcançar os valores recebidos os servidores teriam que cumprir o número máximo de horas extras permitidas durante a semana e trabalhar aos fins de semana e feriados. O levantamento foi feito com base em raspagem de dados públicos da Câmara, que disponibiliza as informações dos contracheques dos servidores em seu site.
O advogado-adjunto da Casa, Daniel Borges de Moraes foi o que recebeu o maiorvalor, totalizando R$ 1.062.774.22. Em 2025, foram R$ 174,6 mil em horas extras.
O segundo maior recebedor foi o atual diretor-geral da Câmara, Guilherme Barbosa Brandão, com R$ 823,9 mil recebidos desde 2016. Em 2025, ele recebeu R$ 160,7 mil em horas extras. Na sequência, aparecem outros servidores todos com valores superiores a R$ 1 milhão.
Sendo eles: o diretor-executivo de Comunicação da Casa, Cláudio Roberto de Araújo (R$ 1,53 milhão); o policial legislativo Suprecílio do Rêgo Barros Neto (R$ 1,49 milhão); e do advogado da Câmara Mizael Borges da Silva Neto (R$ 1,49 milhão).
Marcelo Guedes de Resende (R$ 1,43 milhão), Francisco José Dantas Pereira (R$ 1,39 milhão) e Djalma Louzeiro Cavalcante (R$ 1,39 milhão)
Mauro Limeira Mena Barreto (R$ 1,29 milhão), Hudson Gomes de Paula (R$ 1,23 milhão), Raimundo José de Carvalho (R$ 1,23 milhão), Paul Pierre Deeter (R$ 1,19 milhão) e Sebastião Neiva Filho (R$ 1,18 milhão).
O que diz a Câmara
A Câmara dos Deputados informou em nota que os servidores citados teriam recebido as horas extras em função de “jornada semanal extenuante, ordinariamente superior a 40 horas” e que a frequência deles é com “registro obrigatório em sistema eletrônico biométrico, tanto durante os dias úteis quanto aos fins de semana”.


