Governo Lula nega visto a diplomatas dos EUA que levantariam dúvidas sobre as urnas
Missão contra o sistema eleitoral brasileiro teria sido articulada pelo senador Flávio Bolsonaro

Foto: Ricardo Stuckert / PR
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) negou os pedidos de visto feitos por dois diplomatas do Departamento de Estado dos Estados Unidos que planejavam viajar ao Brasil antes das eleições de 2026.
Segundo informações do blog do jornalista Valdo Cruz, do portal g1, a decisão ocorreu após o Itamaraty avaliar que a missão tinha um caráter diferente do trabalho tradicional de observadores internacionais.
Os diplomatas Riley M. Barnes, secretário-assistente, e Samuel Samson, subsecretário-assistente do Departamento de Estado americano, foram citados pelo jornal The Washington Post como responsáveis por uma estratégia para questionar a integridade e a confiabilidade do sistema eleitoral brasileiro.
A viagem estava prevista para ocorrer poucas semanas antes das eleições presidenciais, marcadas para 4 de outubro de 2026.
Articulação de Flávio Bolsonaro
A tentativa de envio da missão americana ocorre em meio à articulação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, para defender a presença de observadores estrangeiros nas eleições brasileiras.
Na última semana, Flávio se reuniu com representantes de cerca de 40 países em um evento privado e afirmou que o Brasil utiliza urnas eletrônicas fabricadas por uma empresa venezuelana acusada de fraudes. A informação, no entanto, já foi desmentida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).


