Governo Lula não fecha acordo com Trump e aguarda decisão dos EUA sobre tarifaço
Ministros do governo brasileiro avalia pouca possibilidade de reversão do tarifaço

Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil | Divulgação/Casa Branca
O governo dos Estados Unidos deve divulgar nos próximos dias a decisão sobre a aplicação de novas tarifas a exportações brasileiras, baseada na investigação do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) que investiga práticas comerciais classificadas como desleais.
O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reuniu com os ministros Mauro Vieira, das Relações Exteriores, e Márcio Elias Rosa, do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, responsável por conduzirem as negociações com os norte-americanos.
Lula e auxiliares projetaram cenários para a decisão de Trump, que deverá ser divulgada na quarta-feira (15). Segundo os auxiliares, embora sejam mantidas as negociações, há pouca possibilidade de reversão do tarifaço.
Em caso de taxação, o governo brasileiro avalia o alcance da medida em relação ao percentual e os produtos que serão afetados.
Brasil vai aos EUA para contestar tarifaço
Representantes da indústria e do agronegócio brasileiros confirmaram presenças nas audiências públicas promovidas pelo USTR, para discutir a proposta estadunidense da tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros.
A participação tinha o intuito de convencer o governo estadunidense de que a sobretaxa prejudicaria não apenas exportadores brasileiros, mas também empresas, consumidores e cadeias produtivas dos EUA.
Empresas estadunidenses pedem que Trump não tarife produtos do Brasil
Grandes empresas nos Estados Unidos enviaram cartas ao USTR nas quais solicitaram que produtos importados do Brasil não sejam afetados pelas tarifas.
As manifestações foram enviadas pela Tesla, Coca-Cola e eBay, no dia 1 de julho, e apontam os prováveis impactos negativos na competitividade, nas cadeias de suprimentos e no bolso dos consumidores dos EUA se as barreiras forem adotadas.


