Gilmar arquiva pedido de investigação contra vice de Flávio Bolsonaro por suspeita de estupro
O caso foi explorado politicamente na ocasião pelos parlamentares governistas, que também encaminharam à Polícia Federal uma notícia-crime em 27 de março

Foto: Wanezza Soares
ANA POMPEU
O ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou nesta terça-feira (6) o arquivamento do pedido de investigação sobre estupro de vulnerável contra o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), candidato a vice-presidente do senador Flávio Bolsonaro (PL).
"Não se verifica, no estado atual dos autos, base indiciária suficiente para a instauração do inquérito pretendido. As capturas de tela, os arquivos de áudio, os dados relativos ao endereço eletrônico e à linha telefônica, bem como os relatos colhidos no curso das diligências preliminares, não se mostram suficientemente corroborados entre si nem encontram respaldo em elementos externos e independentes capazes de conferir consistência objetiva às imputações formuladas", disse o ministro.
A Polícia Federal pedia ao Supremo autorização para abrir um inquérito sobre o caso. Os elementos reunidos pela corporação são de notícias de crime apresentadas pelo deputado federal Lindbergh Farias e pela senadora da República Soraya Thronicke.
Como mostrou a Folha de S. Paulo, o homem apontado como estopim da acusação adotou versões contraditórias nos últimos cinco meses em contatos com congressistas e com a imprensa.
Luiz Antônio Lopes foi citado como a pessoa que procurou o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) e a senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) durante a CPI Mista do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) com a versão de que Gaspar, então relator da Comissão Parlamentar de Inquérito, teria estuprado e engravidado uma adolescente e dizendo ter provas e contatos da vítima.
O caso foi explorado politicamente na ocasião pelos parlamentares governistas, que também encaminharam à Polícia Federal uma notícia-crime em 27 de março.


