Flávio pede ao TSE direito de resposta à propaganda eleitoral de Lula sobre "currículo"
Campanha do petista exibiu propaganda sobre currículo de Flávio

Foto: Reprodução / TV Globo, Ricardo Stuckert / PR
A campanha do senador e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) direito de resposta no tempo de televisão de Lula (PT).
O tempo seria utilizado para rebater acusações do presidente em uma das propagandas eleitorais de Lula, em que ele apresenta um "currículo" de Flávio. O conteúdo foi exibido no primeiro programa eleitoral do petista na televisão, no último sábado (29), e nas redes sociais durante sabatina de Flávio no Jornal Nacional na última sexta (28). A ministra Estela Aranha concedeu liminar que determinou a suspensão imediata do vídeo.
No vídeo, o "currículo" de Flávio fazia referências a "funcionário fantasma", "lavagem de dinheiro e organização criminosa" e menções ao caso Master.
"Não dá para confiar nesse sujeito. Flávio, o pior dos Bolsonaros", diz o vídeo.
A campanha de Flávio quer o mesmo tempo para responder às acusações. Advogados do PL afirmam que a propaganda utilizava um documento falso como se fosse verdadeiro e rebatem acusações feitas pelo petista. Para o partido, a afirmação de que ele é "denunciado por lavagem de dinheiro e organização criminosa no escândalo da rachadinha" daria ao eleitor a falsa impressão de que ele está denunciado atualmente, considerando que a denúncia foi arquivada.
Outro momento contestado é a afirmação de que Flávio "homenageou o líder do maior grupo de matadores de aluguel do Rio de Janeiro", referindo-se a Adriano da Nóbrega. Em 2005, o candidato concedeu ao policial a Medalha Tiradentes, considerada a maior honraria da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.
Nóbrega é apontado como miliciano e líder do Escritório do Crime no Rio de Janeiro, e estava preso na ocasião. A defesa de Flávio afirma que na época, ele estava preso por matar uma pessoa em situação de conflito, caso em que foi absolvido. Segundo os advogados também não havia notícia de que ele integrava grupos clandestinos.
Os advogados também rejeitam a afirmação de que Flávio teria sido "flagrado pela Polícia Federal pedindo 134 milhões no escândalo do Banco Master". A defesa considera que a situação já foi "devidamente esclarecida" e que não houve flagrante.
O candidato tem sido cobrado pelo ocorrido, já que nem ele, nem a produtora do filme 'Dark Horse' esclareceram como foi utilizada a verba enviada por Daniel Vorcaro à produção.
O pedido do TSE será julgado pela ministra Estela Aranha. A campanha quer a determinação de veiculação da resposta nos mesmos blocos de inserção do conteúdo de Lula, por prazo de ao menos 1 minutos. O PL afirma que a peça do petista foi veiculada 92 vezes em 30 emissoras, num total de 46 minutos.


