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Flávio Bolsonaro critica escala 6x1 e defende liberdade para trabalhador definir jornada

Candidato à Presidência evita dizer se apoia ou rejeita PEC em discussão no Senado e apresenta proposta alternativa com flexibilização dos horários.

Por Da Redação
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Flávio Bolsonaro critica escala 6x1 e defende liberdade para trabalhador definir jornada

Foto: Senado/Reprodução

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) criticou nesta terça-feira (6) a proposta que prevê o fim da escala 6x1 e defendeu que o trabalhador tenha liberdade para negociar com o patrão a própria jornada de trabalho.

A PEC 221/2019 começou a ser discutida nesta terça-feira no Senado. O texto aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) prevê a redução gradual da jornada de 44 para 40 horas semanais, distribuídas em até cinco dias, com dois dias de repouso semanal remunerado e sem redução salarial.

Flávio evitou dizer diretamente se votará a favor ou contra a proposta e passou a defender uma alternativa baseada na flexibilização da jornada.

“Eu tenho uma proposta infinitamente melhor do que essa proposta que está na mesa, que é dar liberdade para o trabalhador escolher a sua própria carga horária", disse.

Segundo o candidato, a medida poderia beneficiar mães que não conseguem cumprir uma jornada de oito horas por dia por não terem com quem deixar os filhos. Ele também defendeu a criação de um voucher para garantir vaga em creche privada quando não houver disponibilidade na rede pública.

“Tem muitas mães, por exemplo, que não conseguem trabalhar oito horas por dia porque não têm com quem deixar seus filhos. E eu vou resolver dois problemas de uma vez só em situações como essa. Não apenas eu vou garantir a creche para essa mãe que não tem com quem deixar o seu filho porque ela vai ter um voucher que garanta a vaga numa creche privada caso não consiga vaga na creche pública e ela possa montar a sua jornada de trabalho diária", defendeu.

Flávio citou como possibilidades trabalhar quatro horas pela manhã, quatro horas à tarde ou aos fins de semana.

“Então eu quero que a nossa proposta é dar essa liberdade para que o trabalhador monte a sua jornada de trabalho conforme a sua possibilidade e a sua necessidade. Quem quer trabalhar mais vai trabalhar mais, quem quer trabalhar menos, quem não consegue trabalhar mais vai ter o direito de priorizar outras coisas na sua vida. Então é isso que nós vamos sempre defender, a liberdade", pontuou.

O candidato também criticou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao falar sobre as condições de trabalho e o poder de compra dos brasileiros.

“É óbvio que nós somos a favor de que a pessoa não saia da situação como está hoje com o atual governo. Qual a situação do atual governo, gente? O brasileiro rala, trabalha, sua cada vez mais para comprar cada vez menos. E não tem nem momento de folga, de lazer, né, não tem um espaço para poder curtir a sua família, para poder visitar um parente, sair para fazer um programa com a sua família", criticou.

Na sequência, Flávio afirmou que Lula teria apresentado a discussão sobre o tema de forma oportunista durante o segundo turno.

“Esse é o governo Lula. E nós temos essa alternativa e, mais uma vez, só para lembrar o que está acontecendo, né? O Lula em quatro anos de governo não fez. Agora, no meio do segundo turno, ele vem de uma forma oportunista querer fazer um movimento achando que isso vai dar voto para ele", finalizou.

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