Estreia de filme sobre Bolsonaro fica incerta após derrota de Flávio, diz coluna
Investigação sobre financiamento de “Dark Horse” também ameaça lançamento; streaming é uma alternativa

Foto: Divulgação | Agência Senado
O lançamento de “Dark Horse”, filme sobre a trajetória política de Jair Bolsonaro, nos cinemas brasileiros ficou mais incerto após a derrota de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na eleição presidencial. Segundo a coluna de Malu Gaspar, do jornal O Globo, publicada neste sábado (31), a estreia, prevista para o primeiro semestre de 2027, também depende dos desdobramentos da investigação sobre o financiamento da produção.
Uma das alternativas em discussão é lançar o longa diretamente em uma plataforma de streaming. A distribuidora Europa Filmes teme que uma eventual decisão judicial bloqueie as receitas e comprometa o investimento na estreia.
O financiamento do filme é investigado em um inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF), aberto após a divulgação de áudios em que Flávio cobra recursos do ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro. O senador e o irmão, Eduardo Bolsonaro, são investigados por suspeitas de corrupção, evasão de divisas e lavagem de dinheiro.
A Polícia Federal analisa contratos e despesas da produtora Go Up Entertainment. Uma perícia contratada pela empresa informou que o longa custou US$ 13,39 milhões e concentrou 72% dos gastos nos Estados Unidos, embora as filmagens tenham ocorrido no Brasil.
Segundo a coluna, um relatório da PF também questiona as projeções de bilheteria, que variavam de US$ 45 milhões a US$ 100 milhões.
“Para situar a dimensão dessas projeções, o maior resultado de bilheteria da história do cinema nacional foi obtido por Minha Mãe é uma Peça 3 (2019), com aproximadamente R$ 120 milhões — equivalente, à época, a cerca de US$ 30 milhões. O cenário otimista projetado para Dark Horse superaria esse recorde histórico nacional em mais de três vezes, situando-se na faixa de desempenho de grandes produções hollywoodianas de bilheteria global”, afirma a PF.
Para os investigadores, a distância “entre as projeções do plano de negócios e qualquer parâmetro realista do mercado cinematográfico nacional constitui elemento que reforça a necessidade de apuração quanto à viabilidade econômica e à verdadeira finalidade da operação”.
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