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“Espiritualidade de verdade não é arrogante”: especialista explica o que é meditação após repercussão com Aline Campos no BBB!

Renata Fornari, especialista em autodesenvolvimento e autoamor, fala sobre os equívocos comuns relacionados à prática e alerta para o uso da espiritualidade como superioridade

Por Michel Telles
Às

“Espiritualidade de verdade não é arrogante”: especialista explica o que é meditação após repercussão com Aline Campos no BBB!

Foto: Redes Sociais

A eliminação de Aline Campos no BBB 26 trouxe à tona um debate que rapidamente ganhou força nas redes sociais: o uso da espiritualidade e da meditação no discurso cotidiano. Dentro da casa, a atriz foi alvo de críticas de outros confinados por abordar temas ligados à espiritualidade, astrologia e meditação, o que gerou interpretações de que ela se colocaria em uma posição de superioridade emocional e intelectual.

Em entrevista após a saída do reality, Aline afirmou que a espiritualidade faz parte da sua vivência pessoal e negou qualquer imposição. “É a forma como eu me expresso. É natural para mim. As conversas aconteciam de forma orgânica”, explicou. Um dos vídeos mais comentados da semana mostra a ex-sister dizendo: “Eu medito todo dia. Eu consigo enxergar tudo e sentir e te fazer gaguejar, porque eu medito todo dia”, frase que dividiu opiniões do público.

Para Renata Fornari, especialista em autodesenvolvimento e autoamor, a repercussão revela um entendimento distorcido sobre o que de fato é a meditação e a espiritualidade. “Existe hoje uma confusão muito grande entre espiritualidade e performance emocional. Meditar não é sobre poder, controle ou superioridade sobre o outro”, afirma.

Segundo Renata, a meditação é uma ferramenta de desaceleração e presença, voltada para o autoconhecimento. “A prática consiste em desacelerar, respirar de forma consciente e se desidentificar dos próprios pensamentos. É entender que você não é seus pensamentos, mas quem os observa. Esse estado de presença permite acessar uma sabedoria interna e se conhecer em níveis mais profundos”, explica.

A especialista destaca que quando o discurso espiritual é usado como identidade rígida ou como forma de se afirmar sobre o outro, muitas vezes funciona como uma máscara ou armadura emocional, um mecanismo inconsciente de defesa que tenta esconder inseguranças, medos ou carências. “A espiritualidade verdadeira não precisa provar nada. Ela nasce do autoconhecimento, da humildade e da capacidade de se relacionar com o outro a partir do respeito e da autenticidade”, pontua.

Renata reforça que a espiritualidade genuína está ligada ao respeito e à consciência individual. “Ser espiritual não é seguir um estereótipo, nem provar que é mais evoluído. Isso são armaduras do teatro social e é por isso que meu movimento é contra tudo o que disseram que você ‘tem que’. Ser espiritual é, na verdade, investir tempo em se conhecer!”, afirma.

Para a especialista, situações como a vivida por Aline no BBB ajudam a ampliar um debate necessário. “Sempre que alguém se diz espiritualizado para ocupar um lugar de superioridade, é importante lembrar: o amor, que é a base da espiritualidade, é bondoso, generoso e compassivo. Não existe arrogância nesse caminho”, conclui.

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