Escolha de Alfredo Gaspar como vice de Flávio Bolsonaro divide a direita bolsonarista
Nome é elogiado por atuação na segurança, mas enfrenta críticas internas

Foto: Divulgação/Vittor Sales
A escolha do deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) como vice na chapa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República dividiu opiniões entre aliados da direita e integrantes do próprio grupo político. Enquanto apoiadores destacam a trajetória do parlamentar na área de segurança pública, uma ala do bolsonarismo questiona o potencial eleitoral do nome escolhido.
Entre os defensores da indicação está o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que afirmou que Alfredo Gaspar reúne características consideradas importantes para a campanha, como atuação no combate à criminalidade e apoio às forças de segurança.
"A escolha do deputado Alfredo Gaspar reúne credenciais importantes: ficha limpa, histórico de combate ao crime organizado, apoio às forças de segurança e uma trajetória marcada pela defesa da lei e da ordem", afirmou.

Foto: Divulgação/Câmara dos Deputados
Na mesma linha, o deputado federal Capitão Alden (PL-BA), vice-líder da oposição na Câmara e candidato à reeleição, disse que a escolha reforça a segurança pública como uma das principais bandeiras da disputa eleitoral.
“Sua trajetória como gestor público demonstra compromisso com o enfrentamento ao crime organizado, à corrupção e à defesa do Estado de Direito”, afirmou o baiano.

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Críticas dentro da direita
Apesar dos elogios, uma ala do bolsonarismo avalia que Alfredo Gaspar tem potencial eleitoral limitado, enfrenta dificuldades para ampliar o apoio entre o eleitorado feminino e não teria força suficiente para reduzir a resistência do mercado à candidatura de Flávio Bolsonaro.
Outra crítica apontada por integrantes do grupo, segundo a CNN Brasil, é a falta de projeção nacional do deputado, que ainda é pouco conhecido fora de Alagoas.
Antes da definição, outros nomes chegaram a ser considerados para compor a chapa, como o senador Rogério Marinho (PL-RN), a senadora Tereza Cristina (PP-MS), a ex-presidente da Caixa Daniella Marques e a deputada federal Renata Abreu, presidente do Podemos.
Polêmicas
Além das críticas relacionadas ao desempenho eleitoral, Alfredo Gaspar também enfrenta questionamentos judiciais.
O deputado responde a um inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) que apura uma denúncia de estupro de vulnerável. A investigação tem como base áudios que, segundo a acusação, indicariam uma suposta relação com uma adolescente de 13 anos.
Alfredo Gaspar nega as acusações. O caso veio à tona durante a leitura do relatório final da CPMI do INSS.


