Banner Desktop

Eleições 2026: Lula tem 39%, e Flávio, 35%, no 1º turno, afirma Datafolha

É a primeira pesquisa após o impacto pleno da crise do Supremo Tribunal Federal

Por FolhaPress
Às

Atualizado
Eleições 2026: Lula tem 39%, e Flávio, 35%, no 1º turno, afirma Datafolha

Foto: Ricardo Stuckert/Vittor Sales

IGOR GIELOW

A primeira pesquisa do Datafolha realizada sob o impacto pleno da crise do Supremo Tribunal Federal mostra o presidente Lula (PT) com 39% e o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 35% na disputa de primeiro turno pelo Palácio do Planalto.

O escritor Augusto Cury (Avante) tem 6%, seguido por Ronaldo Caiado (PSD), com 4%, Renan Santos (Missão), com 3%, e Romeu Zema (Novo), com 2%. Samara (UP), Edmilson Costa (PCB), Clariana Barao (DC) e Rui Costa Pimenta (PCO) têm 1%. Dizem votar voto branco ou nulo 6%, e 4% se dizem indecisos.

Há uma semana, Lula marcava 38%, ante 33% de Flávio. Já Cury havia subido seis pontos, chegando a 8%. Já na simulação de segundo turno, o petista teria 46% e o primogênito do ex-presidente Jair Bolsonaro, 44%. Na rodada anterior, Lula também registrava 46% e Flávio, 44%, empate técnico dentro da margem de erro de dois pontos para mais ou menos.

O Datafolha ouviu 2.002 eleitores de terça-feira (8) a quinta (10) em 125 municípios. O levantamento foi encomendado pela Folha e pela TV Globo e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o código BR-01833/2026. A pesquisa foi realizada sob o impacto da crise do STF. Ela foi encerrada, contudo, antes da revelação nesta sexta (11) de que Flávio é investigado no inquérito do caso "Dark Horse" e a determinação do fim do sigilo sobre os dados da apuraçõa.

A crise começou com a revelação, pelo ministro André Mendonça, de relatório sigiloso a que Alexandre de Moraes teve acesso no qual são reveladas relações próximas do colega com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master preso sob acusação de comandar a maior fraude financeira da história brasileira. Moraes revidou questionando os atos do colega formalmente. Mendonça, por sua vez, reagiu determinando o afastamento do chefe da Polícia Federal e do diretor de inteligência do órgão. O presidente da corte, Edson Fachin, buscou ganhar tempo e acalmar ânimos suspendendo todas as medidas.

Ele também marcou para a terça que vem (15) uma sessão para debater a abertura ou não de investigação sobre Moraes, a quem removeu do polêmico inquérito das fake news, que desde 2019 era conduzido pelo ministro. Flávio adotou já no evento do 7 de Setembro a estratégia de associar Lula a Moraes, que comandou o julgamento que condenou seu pai a 27 anos e três meses de cadeia por tentativa de golpe de Estado e manteve aliança tática com o petista ao longo do terceiro mandato do presidente.

Lula, por sua vez, viu seu ex-ministro da Justiça Flávio Dino, hoje no Supremo, recolocar em foco as relações do senador fluminense com Vorcaro. Flávio Bolsonaro foi gravado pedindo dinheiro ao então banqueiro já em apuros, o chamando de "meu irmão" e prometendo lealdade. A verba, quase R$ 70 milhões, se destinaria, segundo o senador, para bancar o filme "Dark Horse" (azarão, em inglês), sobre a carreira de seu pai. Só que Flávio não apresentou as contas e disse se tratar de uma empreitada privada, quando houve dinheiro da prefeitura paulistana envolvido.

Dino abriu o capítulo ao autorizar ação da PF para verificar o uso de verbas parlamentares no financiamento, atingindo o deputado bolsonarista Mário Frias (PL-SP). O eventual impacto desse evento na pesquisa está prejudicado, dado que o trabalho dos entrevistadores já estava avançado. Por fim, o fim do sigilo sobre o caso no Supremo mostrou que Flávio é investigado, mas a pesquisa já havia sido encerrada.

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie:redacao@fbcomunicacao.com.br
*Os comentários podem levar até 1 minutos para serem exibidos

Faça seu comentário