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Durigan diz que Brasil defenderá soberania e dará apoio a setores afetados pelo tarifaço dos EUA

Medida entra em vigor em 22 de julho e terá uma lista ampla de produtos isentos

Por Da Redação
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Atualizado
Durigan diz que Brasil defenderá soberania e dará apoio a setores afetados pelo tarifaço dos EUA

Foto: Washington Costa/Ministério da Fazenda

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse nesta quinta-feira (16) que o governo brasileiro vai defender a soberania financeira, geológica e democrática do país diante das novas tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Segundo ele, a resposta será baseada em diálogo, proteção aos setores atingidos e manutenção das negociações diplomáticas.

As declarações foram feitas à imprensa um dia após o governo americano confirmar a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre parte das exportações brasileiras. A medida entra em vigor em 22 de julho e é resultado de uma investigação conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974.

"A gente vai seguir protegendo o Pix, como disse o presidente Gabriel Galípolo, o maior símbolo da nossa soberania financeira. Nós seguiremos protegendo a nossa soberania geológica sem viralatice e nós seguiremos protegendo a nossa democracia contra a interferência internacional indevida", declarou o ministro.

Durigan afirmou que alguns segmentos da economia serão impactados, mas avaliou que a medida não comprometerá o desempenho da economia brasileira como um todo. Segundo ele, o governo já estruturou mecanismos para reduzir os efeitos das tarifas sobre empresas e trabalhadores.

"Nós já temos prontos os mecanismos de proteção das nossas empresas e dos nossos empregos. Os setores afetados serão mais uma vez chamados ao diálogo e nós ampliaremos e reforçaremos o Plano Brasil Soberano, que dá apoio a quem foi injustamente afetado pelo tarifaço dos Estados Unidos", disse.

Ao anunciar a decisão, o USTR alegou que o Brasil adota práticas consideradas discriminatórias e prejudiciais aos interesses comerciais dos Estados Unidos. Entre os argumentos apresentados estão o funcionamento do Pix, a política tarifária brasileira, a proteção à propriedade intelectual, as tarifas sobre o etanol, o combate ao desmatamento, casos de corrupção e decisões do Supremo Tribunal Federal envolvendo plataformas digitais.

Apesar da confirmação da nova tarifa, o governo americano ampliou a lista de produtos isentos da sobretaxa, preservando itens como carne bovina e café.

O governo brasileiro reagiu classificando a decisão como um "marco lastimável" na relação bilateral e afirmou que poderá recorrer à Lei da Reciprocidade Econômica, instrumento que permite ao país adotar medidas equivalentes em resposta a barreiras comerciais consideradas injustificadas. O Palácio do Planalto também sustenta que as justificativas apresentadas pelos Estados Unidos não têm fundamento econômico e foram motivadas por razões políticas.

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