Diego Castro diz que fuga de Flávio Bolsonaro para os EUA foi "exílio político"
Parlamentar argumentou que prefere ter "um líder exilado com voz ativa" do que uma liderança presa e silenciada no Brasil.

Foto: Farol da Bahia
O deputado reeleito Diego Castro (PL-BA), aliado do grupo bolsonarista na Bahia, afirmou nesta terça-feira (27) que a ida do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para os Estados Unidos representa um "exílio político", e não uma fuga.
"Um líder exilado, a palavra é essa, não foi fuga, foi um exílio", declarou Diego Castro.
Segundo o parlamentar, a decisão de apreender o passaporte do candidato derrotado na eleição presidencial de 2026, logo após o anúncio do resultado das urnas, foi um ato de "perseguição do sistema".
Além disso, o deputado baiano argumenta que a ida de Flávio para o exterior foi um movimento da oposição resistir. Para ele, é preferível manter uma liderança no estrangeiro com capacidade de se comunicar à situação atual do ex-presidente Jair Bolsonaro, pai do senador, que se encontra preso por condenação de 27 anos e 3 meses pela trama golpista.
"Eu prefiro um líder exilado, mas com sua voz ativa para direcionar oposição, do que o que aconteceu, uma covardia que fizeram com Jair Bolsonaro.", afirma o parlamentar baiano.
Pedido de apreensão do passaporte
A Polícia Federal (PF) pediu a apreensão do passaporte de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após a confirmação da derrota do candidato nas urnas. O pedido foi encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a medida ainda na noite de domingo (25).
A PF argumenta que Flávio Bolsonaro figurou como “usuário master” de uma conta vinculada à Alcazar Holding, empresa mantida pelo advogado Willer Tomaz na Ilha da Madeira, em Portugal.
Além disso, a polícia considerou uma declaração do irmão do senador, Eduardo Bolsonaro, em 23 de outubro deste ano, durante uma entrevista a um podcast, em que ela afirma ser favorável a fuga de Flávio. : “Se meu irmão não ganhar [a eleição], sou a favor que ele deixe o país.”, menciona Eduardo.


