Criminosos agridem e matam engenheiro em ato pró-Lula; crime foi transmitido ao vivo
O caso ocorreu na madrugada do sábado (24) e a morte cerebral da vítima foi confirmada no domingo (25).

Foto: Reprodução.
A agressão e roubo do engenheiro ambiental Marcelo de Oliveira Rocha, de 30 anos, que morreu após ser espancado ao se afastar para ir ao banheiro durante ato político em Santos, em São Paulo, a favor de Lula (PT), foi transmitido ao vivo pelos criminosos por meio da rede social TikTok. O fato ocorreu na madrugada do sábado (24).
No registro, acompanhado por outras pessoas que participavam da transmissão, é possível ouvir um dos suspeitos ameaçando a vítima de morte e exigindo a entrega do celular. Em seguida, Marcelo pede um tempo, mas acaba sendo agredido com um soco e vai ao chão. Por fim, todos os seus pertences são roubados pelo grupo de ao menos setes homens.
A vítima foi encontra espancada e desacordada por amigos, que estraram a sua demora, na esquina entre Avenida Conselheiro Nébias e a Rua Henrique Ablas. Ela chegou a ser corrida pela Samu, levada a Santa Casa de Santos, onde ficou internada até ser transferida para o Hospital São Paulo, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Porém, a morte cerebral foi confirmada por familiares no domingo (25).
A Banda Esquerdantina, que se apresentava no ato político, lamentou a morte e denunciou a falta de segurança ao longo do evento.
O caso está sendo investigado pelo 4º Distrito Policial (DP) de Santos.
Leia a nota da Banda Esquerdantina na íntegra:
Marcelo Presente Hoje e Sempre!
Lamentamos a perda de Marcelo Rocha três dias após a violência sofrida no final do ato de apoio à campanha do presidente Lula no 2º turno. Imagens dão conta da brutal agressão cometida contra ele.
Marcelo era um de nossos inúmeros amigos, razão de existirmos como Grupo. Sua perda nos indigna ao mesmo tempo em que denuncia a vulnerabilização dos que se reúnem no campo democrático para expressar sua opinião e o direito de ser quem somos.
Não é possível que o ato previamente anunciado com a participação esperada de milhares de pessoas não possa contar com nenhuma proteção.
Tampouco se admite que essa condição propicie oportunidade a delinquentes agirem livremente confiando na própria impunidade.
Marcelo morreu na defesa de uma sociedade justa e fraterna representada na causa que apoiou e que venceu.
Toda solidariedade e apoio aos familiares e amigos.
Justiça Para Marcelo


