Contaminação em São Tomé de Paripe completa nove meses sob emergência
Praia de Salvador segue contaminada por nitrato e cobre após vazamento no Terminal Itapuã

Foto: Foto: Reprodução / Redes Sociais
A praia de São Tomé de Paripe, no Subúrbio Ferroviário de Salvador, completou nove meses de contaminação por nitrato e cobre. Mesmo interditado para banho, o local segue sem solução definitiva, desprovido de sinalização de alerta ou barreiras de proteção para a população.
A crise ambiental decorre do vazamento de substâncias tóxicas ocorrido durante o transporte de materiais no terminal marítimo local. Análises do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) confirmaram a contaminação com origem no Terminal Itapu, estrutura voltada à estocagem e movimentação de granéis sólidos. Por conta disso, o Inema atribuiu a responsabilidade conjunta à Intermarítima, que operava o local antes da interrupção das atividades, e à Gerdau, que administrou a área por 30 anos.
Diante do impacto químico na região, o Governo Federal reconheceu oficialmente a situação de emergência em Salvador no mês de junho, em portaria publicada no Diário Oficial da União (DOU) pela Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional.
Em agosto, frente à permanência dos danos sociais e ambientais e à ausência de resolução do problema, a Prefeitura de Salvador prorrogou o decreto de emergência por mais 90 dias para manter as ações de resposta na comunidade afetada.


