Com dívida milionária, Estadão capta R$ 142 milhões de grandes empresas

Aporte via debêntures envolve bancos como Itaú, Bradesco e Santander

Por Da Redação
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Com dívida milionária, Estadão capta R$ 142 milhões de grandes empresas

Foto: Reprodução

O jornal Estadão recebeu R$ 142,5 milhões de 12 empresas, incluindo os bancos Itaú, Bradesco e Santander, por meio de uma operação financeira estruturada com debêntures. As informações são do portal Metrópoles, que teve acesso aos documentos.

Os aportes foram feitos como empréstimos de longo prazo, com início de pagamento previsto apenas para 2034 e possibilidade de extensão até 2044.

Apesar do reforço financeiro, o jornal acumula dívida de R$ 159 milhões e registra prejuízos consecutivos. Em 2025, o déficit foi de R$ 16,8 milhões.

Quem investiu e quanto

Ao todo, a operação foi dividida em duas etapas. Na primeira, foram captados R$ 45 milhões, com Itaú, Bradesco e Santander investindo R$ 15 milhões cada, por meio de debêntures geridas pela Trustee DTVM, que atua como agente fiduciária.

Na segunda rodada, foram levantados R$ 97,5 milhões com a participação de grandes empresas e fundos de investimento. Entre os principais aportes estão:

Cosan: R$ 15 milhões
Hapvida: R$ 15 milhões
Votorantim: R$ 15 milhões
Cutrale: R$ 15 milhões
Ultra: R$ 7,5 milhões
Unipar: R$ 7,5 milhões
Pátria Investimentos: R$ 7,5 milhões
JHSF: R$ 7,5 milhões
Galápagos Capital: R$ 7,5 milhões

Além disso, Suzano e Safra também destinaram recursos ao jornal, mas por meio de contratos de publicidade.

Por que as empresas investiram

De acordo com a apuração, o aporte foi visto pelos investidores como uma forma de manter o funcionamento do jornal diante da crise financeira.

A avaliação foi de que o maior estado do país deveria ter mais de um grande veículo com capacidade de influenciar o debate político e econômico, além da Folha de S.Paulo. A operação foi articulada pelo empresário Rubens Ometto, da Cosan, que investiu R$ 15 milhões.

Impacto na gestão do jornal

Após os aportes, os investidores passaram a ter influência no processo decisório do Estadão, incluindo decisões administrativas e editoriais. Entre as mudanças exigidas, segundo o Metrópoles, esteve a saída da família Mesquita do cargo de CEO e a entrada de representantes dos financiadores no conselho de administração.

Um dos nomes que passaram a integrar o conselho é Marcos Bologna, CEO da Galápagos Capital, gestora que participou da operação.

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