Caso de idosa racista traz à tona números que só aumentam

A Bahia registrou aproximadamente 759 ocorrências relacionadas ao crime de racismo em 2025

Por Da Redação
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Caso de idosa racista traz à tona números que só aumentam

O caso envolvendo a idosa de 74 anos, ocorrido na última terça-feira (21) em Salvador, corrobora com os dados mais recentes que indicam um aumento significativo nos registros oficiais de crimes de ódio e discriminação, refletindo tanto na persistência do problema de discriminação racial, quanto em uma maior disposição da população em denunciar, talvez pelo apoio sentido na criação de delegacias especializadas.

É importante observar que os números abaixo referem-se a casos reportados oficialmente. Muitos casos não são registrados por falta de conhecimento das vitimas, medo, ou distância dos pontos de apoio. Especialistas apontam que a subnotificação ainda é um desafio, embora a digitalização das queixas e a confiança nas novas delegacias especializadas tenham ajudado a trazer mais casos à tona.

​De acordo com dados da Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA) e da Polícia Civil, os números para o ano de 2025 foram os seguintes:

​Estatísticas de 2025 (Bahia e Salvador)

•  ​Total de ocorrências no estado: a Bahia registrou aproximadamente 759 ocorrências relacionadas ao crime de racismo (que engloba discriminação por raça, cor, religião ou procedência nacional) ao longo de todo o ano de 2025.

•  ​Crescimento no Primeiro Semestre: apenas nos primeiros seis meses de 2025, foram 502 casos registrados (incluindo injúria racial e racismo), um aumento de 51,2% em relação ao mesmo período de 2024.

•  ​Perfil das Ocorrências: cerca de 30% das investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa (Decrin), sediada em Salvador, referem-se especificamente a crimes de intolerância religiosa (racismo religioso), afetando majoritariamente religiões de matriz africana.

​Canais de denúncia:

Se você presenciar ou for vítima de um ato racista, os principais órgãos de apoio na capital são:

•  ​Decrin (Delegacia Especializada de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa): localizada no bairro da Pituba, é a unidade da Polícia Civil focada exclusivamente nesses crimes. Endereço: Centro Policial de Cidadania e Diversidade, Rua Padre Luiz Figueira, Engenho Velho de Brotas

•  ​Centro de Combate ao Racismo Nelson Mandela: Vinculado à Sepromi (Secretaria de Promoção da Igualdade Racial), oferece apoio jurídico e psicológico gratuito. Endereço: Avenida Manoel Dias da Silva, nº 2.177, Pituba

•  ​Disque 100: canal nacional para denúncias de violações de direitos humanos.

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