Campeã pan-americana de canoagem que morreu ao tentar salvar alunos será velada no Rio
Rie Luciana Nagasako, de 48 anos, caiu na água durante uma aula na Barra da Tijuca e foi arrastada pela correnteza.

Foto: Reprodução | Redes Sociais
A campeã pan-americana de canoagem Rie Luciana Nagasako, de 48 anos, morreu após cair no mar durante uma aula na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. A atleta tentou orientar os alunos a se deslocarem para um local seguro, mas acabou sendo arrastada pela correnteza. Ela foi resgatada em alto-mar, mas não resistiu.
O acidente aconteceu na quinta-feira (8), na altura do Quebra-Mar, na Zona Sudoeste da capital fluminense. Rie foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros e transportada de helicóptero para o Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea, onde chegou em estado gravíssimo. A morte foi confirmada na sexta-feira (9).
Corpo será velado nesta segunda-feira
O corpo da atleta será velado a partir das 10h desta segunda-feira (12), no Rio de Janeiro. A cremação está prevista para ocorrer no Crematório da Penitência, no Caju, na Zona Portuária da cidade.
Um vídeo registrou o momento em que pessoas tentaram resgatar Rie logo após a queda na água. Na ocasião, ela ministrava uma aula de canoagem e teria orientado os alunos a virarem as canoas em direção a um ponto mais seguro antes de cair.
Quem era Rie Nagasako?
Rie conquistou o título pan-americano de Va’a, modalidade conhecida como canoagem havaiana, em 2025. Ela também garantiu uma medalha de bronze na categoria sprint do Campeonato Mundial da modalidade.
Além da trajetória no esporte, a atleta fundou o clube Barra Va’a e o Projeto Somar, iniciativa ligada ao trabalho com remadores. Segundo a amiga Cristiana Mota, Rie também se dedicava a um projeto voltado para pessoas com deficiência que praticam a modalidade.
Amigos lamentam morte da atleta
A morte de Rie provocou homenagens de pessoas próximas, que destacaram a dedicação dela ao esporte e às iniciativas de apoio a outras pessoas.
Em relato sobre a amiga, Cristiana Mota afirmou que a atleta tinha uma trajetória marcada por conquistas internacionais e pelo compromisso com o Brasil. Para ela, Rie pode ter se colocado em risco ao tentar ajudar os alunos durante o acidente.
“A Japa era uma atleta de ponta, uma pessoa dedicada 100% pro Brasil. Ganhou medalha no Havaí, ganhou medalha em Londres, ganhou medalha no mundo inteiro. Sempre em busca inclusive de ajudar os outros. Ela tem um projeto de deficientes remadores. É uma pessoa com um coração enorme. E o que aconteceu com ela certamente foi porque ela tava poupando as pessoas”, disse.
Cristiana também classificou o episódio como uma fatalidade. Segundo ela, o esforço para orientar e tentar proteger os alunos pode ter provocado cansaço na atleta durante a situação de risco.
“Foi uma grande fatalidade. Não teve nada de errado. Acho que o fato de ela tentar salvar as pessoas ainda que estavam na canoa, tipo assim ‘volta, volta’, ela se cansou ali. E com esse cansaço, ela não conseguiu resistir e é isso. É uma grande perda pra todo mundo”, afirmou.


