Bruno Reis defende que eleição para presidência da Câmara de Salvador ocorra apenas no fim do ano
Prefeito disse que o foco agora deve ser a disputa pelo governo da Bahia

Foto: Farol da Bahia
O prefeito Bruno Reis (União Brasil) defendeu nesta sexta-feira (25) que a eleição para a presidência da Câmara Municipal de Salvador (CMS) ocorra apenas no final do ano, e não em 1º de outubro como tem defendido o atual presidente da Casa, vereador Carlos Muniz (PSDB).
Para Bruno, o momento deve ser concentrado nas eleições para o governo da Bahia e para a Presidência da República.
“Agora é hora de cuidar da eleição para presidente e governador. Ainda vai chegar o momento do debate da eleição da Câmara. Na minha opinião, devemos deixar essa discussão para o momento apropriado. Ou seja, lá para o final do ano, quando as temperaturas estiverem mais baixas. Espero que seja uma candidatura única, que unifique a Câmara”, defendeu.
Sobre a disputa interna pela presidência, acirrada nos últimos dias entre Muniz e o vereador Alexandre Aleluia (Novo), Bruno evitou declarar apoio a um nome. O prefeito afirmou, porém, que pretende participar das discussões e destacou que a Câmara tem bons nomes para ocupar o cargo.
“A Câmara tem grandes quadros, grandes vereadores com história e serviços prestados, que possam suceder caso o presidente atual não possa ser candidato. No momento certo, vou sentar e dialogar, mas sempre respeitando a independência da Câmara”, disse.
Entenda
A Câmara Municipal de Salvador pode votar na próxima segunda-feira (28) um requerimento para antecipar a eleição da nova Mesa Executiva. Se aprovado, o pleito para a presidência da Casa poderá ser realizado em 1º de outubro, antes das eleições gerais.
Pelo regimento interno, a eleição da Mesa deveria ocorrer no final de dezembro do segundo ano da legislatura. A regra, porém, foi alterada em março de 2022, durante a presidência de Geraldo Júnior (MDB), para permitir a recondução ao cargo.
A mudança passou a permitir a reeleição para a presidência da Câmara e permanece válida para as eleições seguintes.
Para que a antecipação seja aprovada, o requerimento precisa do apoio de pelo menos 22 dos 43 vereadores de Salvador.


