BRB afasta cinco funcionários citados em apuração sobre operações com Banco Master
Medida é preventiva e foi aprovada pelo Conselho de Administração; banco não informou nomes nem funções dos empregados

Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
O Banco de Brasília (BRB) afastou preventivamente cinco funcionários citados em investigações internas que apuram operações realizadas com o Banco Master. Segundo o BRB, a medida foi determinada pela corregedoria do banco e recebeu autorização do Conselho de Administração. A instituição não revelou a identidade nem os cargos dos empregados afastados.
Em nota, o banco destacou que a decisão tem caráter cautelar e “não representam antecipação de juízo em relação ao mérito das investigações". Em agosto, os acionistas do BRB também autorizaram a buscar na Justiça a responsabilização de ex-gestores por eventuais prejuízos relacionados ao caso.
O BRB recebeu prazo de 90 dias, a partir da aprovação da medida, para definir quem poderá ser alvo das ações. Investigações da Polícia Federal apontam que operações realizadas entre o BRB e o Banco Master envolveram carteiras de R$ 17.5 bilhões. Em relatório, a PF afirmou que BRB possuía riscos prudenciais, financeiros e reputacionais envolvendo o Master, mas esses elementos não teriam sido considerados durante o processo de tomada de decisões.
A Polícia Federal relacionou seis ex-integrantes da diretoria colegiada do BRB às aprovações de carteiras ligadas ao Banco Master. De acordo com a perícia, os dirigentes que participaram das reuniões ficaram formalmente associados às decisões. O laudo aponta que eles estiveram envolvidos em deliberações sobre a manutenção das operações, novas aquisições, flexibilização de alertas de risco e apresentação posterior de documentos.
Os seis já não integram a atual diretoria do banco:
Paulo Henrique Bezerra Rodrigues Costa - ex-presidente do BRB
Cristiane Maria Lima Bukowitz- ex-diretora executiva de gestão de pessoas
José Maria Correa Dias Junior - ex-diretor executivo de tecnologia
Dario Oswaldo Garcia Junior - ex-diretor executivo de finanças e controladoria
Luana de Andrade Ribeiro - ex-diretora executiva de controle e riscos
Diogo Ilário de Araújo Oliveira - ex-diretor executivo de atacado e governo
Segundo as atas analisadas, o o então diretor jurídico Jacques Mauricio Ferreira Veloso de Melo não foi relacionado às aprovações. Ele não tinha direito a voto ou não participou das reuniões em que as decisões foram tomadas.



