IPCA cai 0,32% em agosto; Brasil tem a maior deflação em quatro anos
Queda no preço da energia elétrica, passagens aéreas e alimentos contribuiu para recuo do IPCA

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Segundo dados divulgados, nesta sexta-feira (11), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil registrou deflação de -0,32% no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em agosto, abaixo do 0,07% registrado em julho.
Com queda de 0,32%, o país registra a maior deflação mensal desde agosto de 2022, quando o índice recuou 0,36%. A principal influência para o resultado veio do grupo Habitação, que recuou 1,87%. A energia elétrica residencial caiu 7,63%, com impacto do Bônus de Itaipu creditado nas contas emitidas durante o mês. O resultado de Habitação foi menor para agosto desde a implantação do Plano Real, em 1994.
Também apresentaram queda os grupos de Transportes (-0,86%) e Alimentação e bebidas (-0,34%). As passagens aéreas ficaram 13,17% mais baratas, enquanto os combustíveis recuaram 0,91%, com recuos no etanol (-3,95%), óleo diesel (-0,80%) e gasolina (-0,59%).
Entre os alimentos, houve redução nos preços da batata-inglesa (-19,89%), cenoura (-11,22%), cebola (-11,07%), tomate (-10,94%), ovo de galinha (-4,15%) e café moído (-1,86%)
Em Salvador, a taxa de água e esgoto teve alta de 2,21%, reflexo do reajuste tarifário de 3,55% em vigor desde 20 de julho.
No acumulado de 2026, o IPCA registra alta de 3,11%. Em 12 meses, a inflação ficou em 4,22%, abaixo dos 4,44% registrados no período anterior.
O Índice de preços ao consumidor (INPC), que mede a inflação para famílias de menor renda, também apresentou queda de 0,32% em agosto.



