Após Novo pedir impeachment de Moraes, Zema diz que ministros do STF se julgam “acima da lei”
Partido do governador questiona suposta ligação do magistrado com o Banco Master

Foto: Agência Brasil/Marcelo Casal
O governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo), afirmou nesta segunda-feira (9) que ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) se “julgam acima da lei” e fazem parte de uma “casta de intocáveis”.
A declaração foi dada durante o anúncio de mais um pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, apresentado pelo partido Novo.
Segundo Zema, se presidentes da República já foram afastados do cargo, o mesmo deveria ocorrer com integrantes da Corte.
“Se já tivemos dois presidentes afastados, na minha opinião já passou da hora de o mesmo acontecer com ministros do STF. Isso é pelo bem do Brasil e das instituições”, afirmou.
O governador também criticou os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, citando supostas ligações com o escândalo envolvendo o Banco Master.
“Hoje é uma Corte que não tem moral para julgar nada. Não vejo Moraes e Toffoli com moral para tomar decisões. São pessoas que estão ocupando o cargo com interesse pessoal. Não são servidores públicos”, declarou.
Entenda
O Partido Novo anunciou nesta tarde um conjunto de ações contra Alexandre de Moraes. Além do governador mineiro, participaram do anúncio parlamentares da sigla e o presidente nacional do partido, Eduardo Ribeiro.
As medidas incluem um novo pedido de impeachment e o envio de uma notícia-crime à Procuradoria-Geral da República (PGR). As iniciativas foram apresentadas após a divulgação de mensagens atribuídas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, que teria trocado mensagens com Moraes.
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