Após defender saída de Dino e Moraes, Flávio Bolsonaro promete indicar até 6 ministros para o STF
Candidato à Presidência voltou a criticar magistrados em ato de campanha na Bahia

Foto: Charles Vieira/ Divulgação Campanha Flávio Bolsonaro
O senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), afirmou nesta quinta-feira (17) que pretende indicar até seis ministros para o Supremo Tribunal Federal (STF) caso seja eleito.
Durante discurso para apoiadores em Vitória da Conquista, no sudoeste da Bahia, ele disse que Alexandre de Moraes e Flávio Dino “não têm condição” de permanecer na Corte.
“Eu, como presidente da República, vou ter direito a quatro vagas. Só que não vão ser quatro, vão ser cinco, porque Alexandre de Moraes não tem mais condições de continuar sendo ministro do STF. Mas já estou pensando que podem ser seis vagas, porque o Flávio Dino também não tem condição de ficar lá”, afirmou.
Quatro aposentadorias previstas
Quatro ministros do STF deverão se aposentar durante o próximo mandato presidencial, caso Flávio seja eleito. As vagas seriam abertas por aposentadoria compulsória, conforme a idade limite para permanência no serviço público.
Já as duas vagas adicionais mencionadas pelo candidato dependeriam da saída antecipada de Moraes e Dino. Os ministros só deixariam os cargos antes da aposentadoria em caso de renúncia ou impeachment.
Críticas a Moraes
Durante o mesmo discurso, Flávio também criticou o julgamento no STF que discute a validade de um relatório da Polícia Federal (PF) com informações sobre a relação de Moraes com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Em outro momento, o candidato afirmou sentir “nojo” ao comentar o caso.
O mérito da ação, que definirá se haverá ou não investigação sobre Moraes, ainda não começou a ser analisado.
Na sessão de terça-feira (15), os ministros discutiram uma questão de ordem apresentada por Gilmar Mendes e Flávio Dino sobre a tramitação dos processos relacionados ao caso.
Após um pedido de vista de Dino, o julgamento foi suspenso. Até aquele momento, o placar era de 4 votos a 3 pela manutenção das análises separadas das condutas de Moraes e do ministro André Mendonça.
Dino tem até 90 dias para devolver o processo ao plenário. O prazo termina em dezembro.


