Amarok chega a 800.000 unidades produzidas na Argentina
Picape chega a 800 mil unidades na argentina antes de nova geração chegar

Fabricada desde 2010 no complexo de General Pacheco, a Volkswagen Amarok atingiu a marca de 800 mil unidades produzidas na Argentina. O modelo tornou-se o veículo de maior volume da história da operação local da montadora, com aproximadamente 60% da produção destinada à exportação para 102 mercados.
O marco acontece em um momento de transição para a picape. Após mais de uma década e meia utilizando a mesma arquitetura, a atual geração se aproxima do fim do ciclo produtivo para abrir espaço a um novo projeto voltado especificamente para a América do Sul e previsto para entrar em produção em 2027.
Lançada globalmente em 2010, a Amarok foi apresentada como a primeira picape média desenvolvida por um grupo automotivo europeu. O modelo adotou chassi sobre longarinas, suspensão dianteira independente por braços duplos e eixo traseiro rígido com molas semi-elípticas. A gama começou com motores 2.0 TDI de quatro cilindros e ganhou, em 2017, o propulsor 3.0 V6 turbodiesel, hoje calibrado para entregar 258 cv e 59,1 kgfm, sempre associado ao câmbio automático de oito marchas e à tração integral permanente 4Motion.
Mesmo após diferentes atualizações de equipamentos e acabamento, a picape preservou sua estrutura original. A renovação mais recente, lançada para a linha 2024 na América do Sul, introduziu mudanças na dianteira, nova central multimídia e recursos adicionais de assistência à condução, prolongando a permanência do modelo no mercado até a chegada da sucessora.
A próxima geração, conhecida internamente como Projeto Patagônia, continuará sendo produzida em General Pacheco. Para viabilizar a nova etapa, a Volkswagen anunciou investimentos de US$ 580 milhões entre 2025 e 2029 destinados à modernização da fábrica argentina e à adaptação das linhas de montagem.
Diferentemente da Amarok comercializada na Europa, África e Oceania, que utiliza a plataforma compartilhada com a Ford Ranger desde 2022, o modelo destinado à América do Sul seguirá um caminho próprio. A estratégia regional está alinhada à parceria da Volkswagen com a SAIC e terá como ponto de partida a arquitetura da SAIC Maxus Terron 9.
Segundo informações divulgadas pela imprensa argentina, a base chinesa oferece 5,50 metros de comprimento, entre-eixos de 3,30 metros e capacidade de carga próxima de uma tonelada. A plataforma foi desenvolvida para receber motores a combustão, sistemas híbridos e conjuntos totalmente elétricos, abrindo possibilidades de eletrificação para a futura Amarok.
Na China, a Maxus Terron 9 é equipada com motor 2.5 turbodiesel de 224 cv e 53 kgfm, associado a uma transmissão automática de oito marchas e tração integral. Existem ainda variantes eletrificadas com dois motores elétricos e potência combinada superior a 430 cv. A expectativa é que a Volkswagen realize adaptações específicas para o mercado sul-americano, incluindo calibrações próprias de suspensão, motorização e uma identidade visual exclusiva.
Com 800 mil unidades produzidas desde 2010, a Amarok encerra um dos ciclos mais longos entre as picapes médias vendidas na região. A próxima geração representará uma mudança de plataforma e poderá marcar a entrada da eletrificação no segmento para a marca na América do Sul.


