Aliados classificam articulação de Flávio com Centrão como 'tragédia' e avaliam vantagem de Lula
Federação União-Progressista revelou na quarta-feira (22), que manterá neutralidade na disputa presidencial deste ano

Foto: Reprodução: Jefferson Rudy/Agência Senado
A comprovação de que a federação União-Progressista manterá o posicionamento de neutralidade durante a disputa presidencial gerou a percepção, entre dirigentes do PL, de que Flávio Bolsonaro (PL-RJ) deverá chegar ao início da campanha sem alianças nacionais. As informações são do portal "O Globo".
Integrantes da sigla, inclusive, avaliam como uma "tragédia" a articulação política liderada pelo senador e pelo coordenador de campanha, Rogério Marinho (PL-RN), ao mesmo ponto que apontam vantagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por manter os principais apoios partidários.
A situação agravante foi evidenciada na quarta-feira (22), quando a federação declarou que não apoiará a candidatura de Flávio. A decisão foi tomada após uma reunião com o presidente do PP, o senador Ciro Nogueira. Na ocasião, ele teria reclamado que não houve apoio de Flávio no caso envolvendo o Banco Master.
Diante da negativa, dirigentes do PL defendem que a campanha não obteve sucesso em construir uma rede de interlocução política desde o início. As críticas indicam que Flávio e Rogério concentraram esforços na estratégia eleitoral e não investiram nas relações com presidentes de partidos e lideranças do Centrão.
O mau relacionamento de Flávio gerou maior repercussão dentro do partido diante de comparações feitas com Lula. Afinal, o presidente conseguiu reunir todas as principais siglas do campo da esquerda na federação formada por PT, PV e PCdoB, a federação PSOL-Rede e o PSB.
Além de não ter conseguido fechar uma aliança partidária, o pré-candidato ao Palácio do Planalto pelo PL, ainda não definiu o nome para vice na chapa.


