Alexandre de Moraes determina depoimento de Flávio Bolsonaro em investigação sobre calúnia contra Lula
A decisão veio após o ministro atender um pedido da Polícia Federal sobre postagens do senador nas redes sociais

Foto: Reprodução: Senado Federal/ Agência Brasil
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) determinou que o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência, preste depoimento à Polícia Federal (PF) por crime de calúnia contra o presidente Lula. As investigações são devido a uma publicação de Flávio na rede social X, em que ele atribuiu crimes de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro ao presidente, no dia 3 de julho deste ano.
O senador também usou imagens de Lula e as associou ao ex-líder da Venezuela, Nicolás Maduro, com a seguinte legenda: "será delatado". O depoimento deve ocorrer no prazo de até 10 dias, conforme foi determinado pelo STF.
A decisão de Moraes veio após o ministro acatar uma manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR), que defendeu que a PF escute Flávio sobre o caso. A PF, por sua vez, afirmou que o senador fez uma falsa imputação ao presidente Lula. Ao concluir o caso, a PF pediu que o STF adotasse as providências necessárias. Depois disso, Moraes encaminhou o relatório da Polícia Federal à PGR, que se manifestou positivamente sobre a oitiva.
No dia 13 de abril de 2026, o Alexandre de Moraes determinou a abertura da investigação, atendendo ao pedido da PF e ao parecer da PGR, para apurar se Flávio cometeu crime com a postagem.
"Tendo em vista o teor da postagem associando a imagem do Presidente Lula à do ex-Presidente Maduro, que acabara de ser preso, acusado pelos EUA de envolvimento com o tráfico de drogas, alegando que o primeiro seria delatado, fica claro que o Senador afirma que a delação seria feita por Nicolas Maduro, e que, no entendimento do Senador, os crimes pelos quais o Presidente Lula seria delatado estão listados na sequência da postagem, quais sejam, tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras e eleições fraudadas", afirmou a PF.


